São Luís de Montes Belos

O prazer desafiador
da pesca esportiva

Dois pescadores de São Luís de Montes Belos relatam suas aventuras e a emoção de estar participando de pescarias e a incansável saga para realizar o prazeroso desafio de pescar um grande peixe, o peixe dos seus sonhos.

É comum entre amigos, associar os causos de pescadores com a mentira, até mesmo atribuir as histórias por eles contadas de piada. Também é comum ouvir dos pescadores fatos considerados desculpas esfarrapas ou fruto da imaginação que não merecem atenção, como por exemplo, o peixe maior escapou, ficou mudo quando viu uma onça grande passar bem pertinho de onde se encontrava, ou ouviu o esturro de arrepiar de uma onça bem próximo do acampamento durante à noite, dentre outros inúmeros relatos.

O certo é que, o pescador que se preza, é um apaixonado pela pescaria, mesmo que seja só para ele estar na beira do rio, córrego ou lago. O importante é estar lá, em contato com a natureza, vivendo e vivenciando aquele momento que não tem preço, momento inigualável e indescritível.

Para o monte-belense, João Manoel Dias (João Cipó), advogado, produtor rural e pescador convicto, a pescaria faz parte da sua vida desde criança. Para ele, ferrar o peixe é melhor do que comê-lo. A adrenalina é tanto que não tem nem como explicar. “A emoção de estar com o peixe fisgado, a briga entre ele e eu para depois trazê-lo às minhas mãos, é sem igual, é indescritível. Ferrar um pintado, um pacu, um jaraqui, uma pirarara é extraordinário. Eu já peguei pirarara de 68 kg, depois eu só dei dois beijinhos nela e a devolvi pra água novamente”, exalta João Cipó.  

É lindo demais! Aquela cor de ouro que ele tem nas escamas, durante o dia com o reflexo do sol fica maravilho.   -  João Cipó.

Conta com orgulho que a esposa dona Divina gosta que ele pesca. Inclusive o acompanha e se sente bem, estar à beira do rio ou na canoa. Esclarece que quem gosta de pescaria, distância é o que menos importa e, na sua idade – não revelada – é só felicidade.

Com muita estrada percorrida, já esteve pescando no rio Culuene, região de Canarana-MT no rio Xinguzão, região de São Felix do Xingu-PA, Serra da Mesa e outros tantos, os quais no momento da conversa (entrevista) deu branco na sua memória.

Suas recomendações para quando estiver se preparando para uma pescaria e obter sucesso, primeiro, precisa ter uma boa tralha e escolher o local ideal onde sabe que vai encontrar bons exemplares em grande quantidade e considerar as fases da lua.

Durante a lua cheia, segundo ele, é a melhor época para pescar. É quando os peixes estão todos alvoraçados, querendo comer de tudo que é jogado na água. Também é a época preferida para a reprodução. “Existe época que os peixes nem se alimentam, ficam mais de semana sem se alimentar. Esse período o pescador diz que os peixes estão de bucho virado. É o efeito extraordinário que lua causa no planeta e que também reflete na pescaria”, conta.

Outra recomendação que deve fazer parte indispensável na sua tralha, são as iscas artificiais, mas aconselha não deixar de levar o minhocuçu, o muçum, a minhoquinha e as iscas vivas como a languira, tuvira, pescadas momentos antes para atrair os peixes carnívoros: tucunaré, traíra e o trairão que chega a pesar até 15 kg.


João Cipó ostenta com orgulho sua monumental pirarara de 68 kg, pescada no rio Araguaia. (Foto por, João Cipó).

O dourado é um peixe bastante esportivo, porque quando é fisgado ele salta pra fora d’água cerca de dois metros. “É lindo demais! Aquela cor de ouro que ele tem nas escamas, durante o dia com o reflexo do sol fica maravilho. E se for à noite com a lua clara, você assiste ele saltando lá no meio do rio, é de uma beleza sem igual”, destaca João Cipó.

A última pescaria que João Cipó participou foi na Ilha do Bananal a baixo do rio Cristalino. Nesta sua emocionante aventura, ele pegou peixe que ficou embasbacado pela quantidade. “Só numa manhã das 7 às 11h eu peguei 43 pintados. No Pantanal e no Cristalino que eu vou constantemente, também são pescarias muito boas”, declara.

Conta também, que pescar no Pantanal e muito bom, porque o pescador consegue ferrar vários tipos de peixes. No Cristalino a fauna e a flora são exuberantes, se vê muitos bichos e aves encantadoras. “Muitas vezes enquanto você está pescando uma onça passa por você. É um perigo danado, mas em compensação a adrenalina e a emoção de estar ali é indescritível. Lá eu pesco tanto durante o dia quanto à noite sem medo algum”, se envaidece da coragem e a alegria estar numa pescaria de destaque.

Pesca no Rio Paraná na Argentina

No final do mês de fevereiro último, o engenheiro civil monte-belense, Roberto Wagner Martins, com outros três amigos e companheiros de pescaria, Marcus Vinícius, Marquinho e Antônio também de São Luís de Montes Belos, estiveram na pousada Puerto Paraíso em Ita Ibaté, território argentino, onde permaneceram três dias pescando no rio Paraná.

Tradicional pela qualidade do seu atendimento e o apoio logístico oferecido aos pescadores, Ita Ibaté, a 485 quilômetros da divisa com o Brasil, e a 1.930 quilômetros de São Luís de Montes Belos, só de ida, foi o local escolhido por Roberto Wagner, para que ele partisse para mais uma tentativa de fisgar o dourado, considerado entre os pescadores, como o rei dos rios.


O atleta da pesca esportiva Roberto Wagner, finalmente fisga o rei dos rios na Argentina.

Em busca desse seu sonho, o persistente pescador monte-belense, pescou três anos seguidos no Pantanal, sem êxito. No entanto, nesta pescaria que durou apenas três dias, conseguiu ferrar um exemplar gigante e brigador de 15 kg. “A emoção foi indescritível quando assisti ele saltando fora d’água exibindo toda sua beleza dourada”, conta orgulhoso da façanha Roberto Wagner.

Há 10 anos como atleta da pesca esportiva, já pescou várias vezes no Pantanal, Rio Culuene, Araguaia e tantos outros rios fartos de peixes, sempre em busca dos desafiadores peixes gigantes como o surubim, o jaú e o dourado.

Entretanto, a pesca no rio Paraná pela fatura de peixes, foi para ele inspiradora. Além do dourado de 15 kg, também pegou um jaú de 12 kg e inúmeros outros peixes menores.

“Nós éramos em quatro nesta aventura fascinante e, todos pegaram peixes de valor para o pescador. Um dos nossos companheiros ocupando outra canoa, conseguiu pegar um surubim de 44 quilos. Como a nossa pesca é esportiva, não trouxemos peixes, mas nos divertimos muito”, declara.

Agora, no mês de maio, Roberto Wagner está planejando voltar a pescar, só que desta vez será no Registro do Araguaia, próximo à Araguaiana-MT – onde possui um rancho –, em busca de um cardume de pintados.


Roberto Wagner exibe o seu troféu dourado de 15 kg, pescado no rio Paraná.


Roberto Wagner segura uma cachara de 12 kg pescada no Pantanal.


O pescador esportivo Marcus Vinícius e sua cachara de 10 kg pescada no Pantanal.


Marcus Vinícius e o seu surubim de 5 kg, também pescado no Pantanal.

 

Fotos do arquivo pessoal de Roberto Wagner com exclusividade para o Galera Esportiva.

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