São Luís de Montes Belos

Aguilaer Vasconcelos,
ídolo de uma geração gloriosa

Com 14 anos Aguilaer Vasconcelos troca a camisa 9 de goleador pela de número 1, para se tornar no inesquecível e habilidoso goleiro capaz de defender bolas consideradas por muitos indefensáveis.

O goleiro Aguilaer que o torcedor monte-belense e de outras cidades da região nas quais atuou defendendo o escudo e as cores do time local, nasceu em Buriti Alegre-GO, em 1951. Mudou-se com os seus pais e um casal de irmãos para São Luís de Montes Belos, em 1953, cidade onde fincou raízes e, desde criança começou a mostrar suas qualidades como jogador de futebol jogando inicialmente como centroavante e por fim como um invulnerável goleiro aclamado por todos que o viram atuar.

O primeiro time pelo qual jogou com cerca de 13 anos, foi o do Valdeci, filho do comerciante de selaria, Sr. Américo. Começou jogando na frente como centroavante, mas com uma inclinação a ser goleiro, posição para qual treinava sem grandes pretensões arriscando defesas espetaculares e acrobáticas muito festejadas pelos amigos com o quais convivia.

De repente o que era pra ser uma simples brincadeira, virou coisa séria. Certo dia nos treinamentos, o goleiro oficial do time pelo qual jogava, Toninho do Sr. João Vitor, disse que não iria mais jogar no gol. Aguilaer, na época com 14 anos, de pronto, se prontificou para substitui-lo assumindo a responsabilidade de fechar o gol, para se tornar logo a seguir, o ícone admirado e aplaudido por uma legião de fãs.

Futebol é um esporte que traz alegria, nos prepara para enfrentar a vida com mais confiança.    -- Aguilaer Vasconcelos.

Segundo Aguilaer, quem mais o inspirou e o incentivou a jogar no gol foi o então goleiro Raimundo do Aleixo, cujo talento foi interrompido aos 17 anos, quando resolveu parar de jogar, devido ao falecimento do seu pai Aleixo Carroceiro, que se enfartou assistindo o filho – atrás do gol – defendendo o Colégio Estadual Américo Antunes no campo de futebol aonde hoje é a quadra coberta e o Ginásio Municipal de Esportes José Netto.

“Quando aconteceu de eu me tornar goleiro, foi mais por diversão, eu gostava muito de me vangloriar, de enfeitar no gol, me atirar para pegar a bola, realizar pontes aéreas, comportamento que eu me dei muito bem. Comigo não havia esse negócio de espalmar a bola, mas pegar mesmo! Esse meu estilo ousado, chamou a atenção de muitos times tanto monte-belenses como de outras regiões”, conta. 

A partir desse dia revelador, o craque goalkeeper Aguilaer não abandonou mais a camisa 1 e ser super requisitado para jogar não só pelos times de São Luís, mas de vários outros da região. “Futebol é um esporte que traz alegria, nos prepara para enfrentar a vida com mais confiança. Eu considero a prática do esporte muito importante na formação do caráter do indivíduo e no fortalecimento da convivência com outras pessoas”, enfatiza.

Nos anos 70, jogou pelo São Luiz Futebol Clube, pela Associação Esportiva Monte-Belense (time do Couro), pelo Colégio Estadual Américo Antunes, ao lado de outros craques como, Ronan Benfica, Caffifa, Lázaro Pelota, Celcinho do Banco do Brasil, Pedro Chulica, Maneco, Sabará, Luiz Siqueira, Chiquinho do Arcanjo, Matico, Nilson Caetano (Barbina), Sebastião Norberto (Tiana), Batoco, Valdir Teodoro (Mestre Cocá), Dr. Afonsinho, Dr. José veterinário. Pelo Aurilândia com o Galizé, Samuel, Moisés, Betinho do Bebé (goleiro), Ademir, Toninho, Tonhão, Beto, e tantos outros, sempre se destacando como titular.


Time do Aurilândia Futebol Clube, em 1973. Em pé: Eurípedes, Aguilaer (goleiro), Jonas, Maciel, Vinico, Goiás Paulino (técnico). Agachados: Nilson Caetano, Galizé, Batoco, Ademir, Celcinho e José Maria.

“Eu me diverti muito jogando pelo Fazenda Nova em 1973, time pelo qual eu me tornei campeão contra o Tupy de Jussara que contava com um grande elenco, como Fernandinho e Armandinho, ambos jogadores que já atuavam pelo Vila Nova”, ressalta.

Outra passagem interessante na carreira do Aguilaer, foi quando o Vila Nova esteve em São Luís nos anos 70, para jogar contra o time da casa. Nesta partida memorável, o time goianiense estreava o jogador Guilherme, que em pouco tempo viria a ser sua principal estrela e outros craques já consagrados. “Nesse dia eu fui convidado para treinar na reserva de goleiro do Vila Nova – na época o reserva era o aspirante –, mas como eu jogava por diversão, achei que não valia a pena. Também fui convidado para treinar pelo Goiás e outros times grandes”, destaca.

OPINIÃO: Ailton Albino contemporâneo da época em que o Aguilaer jogava como goleiro: “O Aguilaer foi um expoente na época que o São Luís tinha um time forte. Foi um dos principais goleiros da região e sempre se postou como um grande atleta, um titular de destaque em todos os times pelos quais atuou como goleiro”, diz.

Ronan Benfica, meia-direita avançado como ponta de lança pelo São Luiz: “O Aguilaer eu o conheço desde garoto quando ele começou a jogar no gol. Grande goleiro, tinha altura, era habilidoso, boa envergadura. Tive o prazer de jogar contra ele e a favor”, conta.


Time do Valdeci, em 1965. Em pé: Oliveira, Toninho Beiçada, João Micão, Dete, Leonardo, Herculano e Valdeci de Oliveira (treinador. Agachados: Mutchatcha, Nilson Barbina, Lázaro Pelota, Aguilaer, Pedrinho Chulipa e Geraldo Fedego.

Sebastião Norberto (Tiana), ex-craque do São Luiz F. C.: “Eu conheci o Aguilaer jogando futebol em 73/74, período em que o São Luiz deixou de ser profissional e começava sua campanha como time que voltava a ser amador. O Aguilaer fez parte dessa época de transição e sempre atuou com destaque”, enfatiza.

Elvio Miranda de Carvalho (Caffifa), ex-jogador: “Pra ser sincero eu tenho o Aguilaer como um ídolo, apesar dele ser mais velho que eu pouquinha coisa. Na época em que eu era criança ele já era um rapazola, um cara boa pinta, bem relacionado, jogava como goleiro pelo São Luiz, eu o admirava por ter sido o grande goleiro que foi. São coisas de criança que não se esquece, por isto eu digo que ele era para mim um ídolo e continua sendo”, ressaltou Caffifa.

Fotos por Késio Alves e de Arquivos pessoais de amigos do atleta.


Aguilaer entre dois companheiros jogando pelo time da Centrais Elétricas de Goiás (CELG) de Goiânia.


Aguilaer nos dias atuais.


 

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